/ Artigos15 de Dezembro de 2011 | 16:55

"Lei da Palmada": Edmar registra preocupações

Uma comissão especial aprovou a chamada "Lei da Palmada". O deputado federal Edmar Arruda acompanhou a discussão e apoiou o pedido de alterações feito pela Frente Parlamentar Evangélica, que mudava vários termos, visando reduzir a interferência na família.
Edmar deixou bem clara a sua posição, como vice-líder do PSC. A imprensa nacional registrou o trabalho do deputado. 
Houve uma divergência com a bancada evangélica sobre o trecho que cita "castigos corporais". Os parlamentares religiosos reivindicaram a substituição por "agressões físicas". A sugestão, contudo, não foi acatada por defensores da proposta.
"O que todos querem é que fique 'castigo físico', porque se trata de uma agressão com objetivo de correção, tem caráter disciplinar", disse Teresa Surita. Segundo ela, havia uma preocupação da bancada evangélica de que a lei significasse uma interferência do Estado na família.
"A preocupação é de que não haja uma interferência do Estado na família. Essa lei não é punitiva, ela é pedagógica", afirmou. Durante a o debate na Comissão Especial o deputado Edmar Arruda (PSC-RR), integrante da bancada evangélica, questionou a decisão da relatora de não substituir "castigo" por "agressão".
"Nós dissemos que não gostaríamos de ver no texto a palavra castigo, gostaríamos que fosse alterado para 'agressão'", explicou Edmar.
Apesar do intenso trabalho, o texto foi aprovado por acordo de lideranças.
A preocupação com relação à lei vai continuar, a menos que o texto sofra alterações no Senado. Edmar encaminhará sugestões aos senadores, buscando que lei impeça a violência e as agressões, sem interferir nas decisões dos pais e das famílias.
Edmar sugere a leitura do texto da jornalista Eliane Brum, "Palmada na Lei".

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