/ Gerais28 de Janeiro de 2010 | 01:27

Medo sustenta a indústria farmacêutica

A Folha de São Paulo publicou no dia 27 de janeiro, no caderno de Saúde, página C7, entrevista com o médico pneumologista Wolfgang Wodarg, do Conselho da Europa. O título é "Medo sustenta farmacêuticas, diz médico". Ele é autor de uma moção ao Conselho da Europa, em que questiona se a Organização Mundial da Saúde (OMS) exagerou no alarme da gripe A.
Para Wodarg, há um paralelo entre a indústria farmacêutica e a bélica: "Ambas vivem do medo". Se uma ameaça terrorista infla os orçamentos de defesa, as pandemias fazem fluir o caixa da saúde.
Ele está questionando se a OMS exagerou ao alertar sobre os perigos da gripe A, o que teria beneficiado a indústria farmacêutica. Até junho serão concluídas investigações e será apresentado um relatório.
A verdade é que no ano em que a pandemia da gripe A foi anunciada a indústria farmacêutica só teve lucro menor do que a indústria militar.
O Brasil comprou 83 milhões de doses da vacina, vai vacinar 61 milhões de pessoas. O investimento para comprar essas vacinas foi de R$ 1 bilhão.

A vacinação no Brasil -  O cronograma de vacinação no Brasil será o seguinte: de 8 a 19 de março - trabalhadores nos serviços de saúde, públicos e privados, envolvidos no atendimento a pacientes; e indígenas. De 22 de março a 2 de abril - pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (hipertensão e cardiopatias, por exemplo), com exceção de idosos; crianças entre 6 meses e 2 anos; grávidas em qualquer período da gestação. 5 a 23 de abril, pessoal entre 20 e 29 anos que não tiverem doença crônica; grávidas em qualquer período da gestação. 24 de abril a 7 de maio: pessoas com 60 anos ou mais com doenças crônicas; grávidas em qualquer período da gestação.

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