/ Gerais22 de Fevereiro de 2010 | 22:54

Cidades Inovadoras: cidades mostram como viraram o jogo

Cooperativa de Flores de Pilões (PB), Escola em Tempo Integral (PR) e Programa Bolsa Trabalho (PA) conseguiram mudar a realidade de suas regiões com ações simples

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estão cada vez mais presentes no dia a dia dos municípios. Na busca das metas do milênio percebe-se que, muitas vezes, ações simples que não demandam grandes volumes de recursos podem fazer a diferença e mudar para melhor a realidade das comunidades. Alguns desses exemplos serão apresentados na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010), que acontece em março, em Curitiba. Entre os casos de sucesso que serão mostrados estão o trabalho desenvolvido em Pilões (Paraíba), com a cooperativa das flores; a escola em tempo integral de Apucarana (Paraná) e o Programa Bolsa Trabalho, do estado do Pará.
A pequena Pilões, cidade do agreste paraibano com 7,8 mil habitantes, mudou a realidade da região através do cultivo de flores. A ideia surgiu em 1999, quando um grupo de 21 mulheres largou o corte da cana e afazeres do lar para se dedicar ao cultivo de flores, que rende mais de R$ 60 mil por mês à região.
“Hoje são 42 famílias, em sistema de cooperativa, produtoras de três mil quilos de flores por mês. Antes, toda a flora era importada de Pernambuco e de São Paulo. Agora, abastecemos 100% da Paraíba e ainda parte de Pernambuco e do Rio Grande do Norte”, comenta Iremar Flor de Souza, ex-prefeito de Pilões e idealizador do projeto.
Ele conta que as mulheres aumentaram a renda média mensal em mais de 250% plantando flores. “Se antes, algumas delas, recebiam R$ 200 por mês no corte da cana, hoje ganham até dois salários mínimos com a venda dos crisântemos de corte, muito utilizado na ornamentação de ambientes, além de rosas, gérbera, graudilho, jasmim laranja, avenca e folhagens”, diz.
A cooperativa dos floricultores da Paraíba já inspira municípios vizinhos a Pilões. Bananeiras, Redenção e Areia ingressaram, em 2009, na atividade da floricultura.

Bolsa trabalho - Outro exemplo que alia desenvolvimento econômico e social é o programa Bolsa Trabalho, uma política pública estadual de inclusão social que tem como objetivo oferecer qualificação profissional para jovens de baixa renda que moram no estado do Pará, possibilitando sua entrada no mercado de trabalho. O programa é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter).Criado em 2007, o programa já cadastrou 62 jovens entre 18 e 29 anos. Dentre eles, 40 mil já concluíram cursos de qualificação profissional voltados para diversas áreas do mercado de trabalho. Além disso, quase 20 mil jovens formados pelo programa já estão empregados com carteira assinada. O programa beneficia atualmente mais de 92 municípios em todas as regiões do Pará.
O programa se destaca por apoiar a juventude de forma integral. Além de ofertar a qualificação, disponibiliza uma bolsa mensal no valor de R$ 70, no prazo de dois anos, para cada participante. A ideia é que o apoio financeiro contribua para a permanência do jovem nos cursos de qualificação.
Ivanise Coelho Gasparim, secretária de Trabalho, Emprego e Renda do Pará, explica que o programa representa uma esperança para os jovens paraenses. "Estamos construindo um Pará que dá oportunidades para todos os jovens", disse a secretária, lembrando a importância da disciplina dos bolsistas e do incentivo dos pais durante os cursos preparatórios.

Estes e outros cases serão apresentados na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010), de 10 a 13 de março, em Curitiba, um evento do Sistema Fiep, da Inovação e Cifal. www.cici2010.org.br

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