Notícias da Hora
A bola pede socorro
Quase todos os principais times do Brasil possuem um clássico meia de ligação. Na coluna anterior, escrevi que esses meias são endeusados quando dão um ótimo e decisivo passe, e o time ganha, e chamados de s
Estados Unidos: Nação indispensável?
Circula na Internet artigo de Zbigniew Brzezinski, ex-Assessor de Segurança Nacional dos EUA, e autor do controverso livro sobre "Choque de Civilizações". Assinantes da Folha e do UOL podem acessar a íntegra
O fracasso do UCA-Total
A doutora Dilma deveria mandar que sua Secretaria de Assuntos Estratégicos divulgasse o conteúdo do relatório final da "Avaliação de Impacto do Projeto UCA-Total (Um Computador por Aluno)", coordenado pela p
Espanhola investe R$ 1 bi em setor metalomecânico do CE
Uma laminadora que demandará investimentos na ordem de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) será instalada próxima à Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará. Assinantes da Folha e do UOL podem acessar a í
Campanha
Com o apoio do governo do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre, o Grêmio oficializou junto à Fifa e ao COL sua candidatura para receber jogos da Copa das Confederações. Assinantes da Folha e do UOL podem a
Denucci e PP, tudo a ver
Num discurso na Casa da Moeda em agosto de 2010, Guido Mantega foi só elogios a Luiz Felipe Denucci, agora demitido por suspeita de desvio de dinheiro. Assinantes da Folha e do UOL podem acessar a íntegra da
Brilhante, Adamastor
Este ano o verão demorou a chegar e parece querer compensar o atraso trabalhando dobrado. Subo a Angélica de carro e vejo um amigo a pé, pela calçada. Ele sua, bufa e resmunga qualquer coisa, provavelmente c
BBB *
Lá se foi a última edição da estupidez chamada ‘Big Brother Brasil’. Deu até filhote numa ‘Fazenda’ imprestável. Malandragem sempre encontra imitadores. Milhões de pessoas domesticadas pela TV jogam fora seu tempo e seu dinheiro ligando para um número de telefone. Participação? Que nada, puro embuste para engambelar tolos que o mundo não para de produzir.
Cálculo feito por José Nêumane, me parece, contava, faz algum tempo, trinta milhões de ligações a cada “paredão” (sei lá o que é isso, mas deve ser frequente). A trinta centavos por ligação, a arrecadação atinge nove milhões de reais. Se a emissora de TV a repartir, meio a meio, com a empresa telefônica, cada uma levará quatro milhões e meio. O programa dura uns três meses. Calcule-se a fortuna que os telespectadores repassam a quem já tem faturamento altíssimo. Um dos últimos paredões, disseram, recebeu mais de noventa milhões de ligações. É só fazer as contas.
Tudo bem; cada um é dono de seu nariz e mete-o onde preferir. Se alguém quer se atirar de uma ponte, problema dele. Mas não é errado tentar demovê-lo. Não posso dar de ombros com a desculpa de que não tenho nada com isso. Minha pobre opinião não vai mudar nada. Mas canal de TV no Brasil não é concessão pública? Então, em nosso nome, o Governo dá autorização para uma pessoa ou grupo explorá-lo. Não estou falando de censura. Defendo liberdade de expressão sempre.
Liberdade, porém, não é porta aberta a qualquer baixeza, exploração de taras ou satisfação de morbidez. Dependência de anúncios e controle de audiência não justificam a hipócrita cantilena: “A gente dá aquilo de que o povo gosta”. Se uma criança se põe a comer o próprio excremento, mãe nenhuma aceita o esquisito cardápio, sob o argumento de que o filho gosta.
Outros países também têm TV comercial. Que não traz nem sombra da podridão e da grosseria apresentadas pela nossa. Os responsáveis têm cultura e prezam o nível moral e intelectual das pessoas. Telespectadores conscientes, por sua vez, recusam qualquer imundície. Boicotam os produtos anunciados e exigem melhora no padrão dos programas.
“O BBB veio da Holanda, portanto da Europa”, argumentam alguns. Mas por que esse gosto de besouro, que só aprecia o esgoto alheio? Há programas de cultura, de ciência, de entretenimento, de arte e de valorização da inteligência. Por que só importar lixo? “Programas de nível elevado não dão audiência”, respondem.
Ah, então confessam que seu objetivo é tão somente o lucro, não é? E o povo? Ora, que continue ignorante para seguir enchendo o bolso dos que detêm a concessão. Povo culto cria problema para quem se instalou no comando.
Depois, criticam o coronelismo político dos grotões. Dos grotões televisivos, que são o Brasil inteiro, ninguém fala. Ninguém liga para esse espaço entregue, de mão beijada, aos coronéis da mídia, cuja ambição se locupleta com a imbecilidade do telespectador, garantia de lucro certo para eles.
* Monsenhor Orivaldo Robles é vigário da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá


