Notícias da Hora
A bola pede socorro
Quase todos os principais times do Brasil possuem um clássico meia de ligação. Na coluna anterior, escrevi que esses meias são endeusados quando dão um ótimo e decisivo passe, e o time ganha, e chamados de s
Estados Unidos: Nação indispensável?
Circula na Internet artigo de Zbigniew Brzezinski, ex-Assessor de Segurança Nacional dos EUA, e autor do controverso livro sobre "Choque de Civilizações". Assinantes da Folha e do UOL podem acessar a íntegra
O fracasso do UCA-Total
A doutora Dilma deveria mandar que sua Secretaria de Assuntos Estratégicos divulgasse o conteúdo do relatório final da "Avaliação de Impacto do Projeto UCA-Total (Um Computador por Aluno)", coordenado pela p
Espanhola investe R$ 1 bi em setor metalomecânico do CE
Uma laminadora que demandará investimentos na ordem de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) será instalada próxima à Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará. Assinantes da Folha e do UOL podem acessar a í
Campanha
Com o apoio do governo do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre, o Grêmio oficializou junto à Fifa e ao COL sua candidatura para receber jogos da Copa das Confederações. Assinantes da Folha e do UOL podem a
Denucci e PP, tudo a ver
Num discurso na Casa da Moeda em agosto de 2010, Guido Mantega foi só elogios a Luiz Felipe Denucci, agora demitido por suspeita de desvio de dinheiro. Assinantes da Folha e do UOL podem acessar a íntegra da
Brilhante, Adamastor
Este ano o verão demorou a chegar e parece querer compensar o atraso trabalhando dobrado. Subo a Angélica de carro e vejo um amigo a pé, pela calçada. Ele sua, bufa e resmunga qualquer coisa, provavelmente c
Vergonha pouca é bobagem *
Clóvis Rossi escreveu na Folha de São Paulo de hoje, na página 2, a sua coluna, com o título "Vergonha pouca é bobagem".
Segundo ele, "a América Latina é a região mais desigual do mundo. O Brasil é o 9º colocado nesse desgraçado torneio da desigualdade, revela o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado para a desigualdade, novo indicador do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
Já seria motivo suficiente para sentir vergonha, mas o relatório oculta o pior: o tal índice de Gini, usado para medir a desigualdade, abarca apenas as diferenças entre salários, que, de fato, vêm caindo no Brasil nos últimos anos."
Ele também avalia que "não é preciso ter PhD em Harvard para saber que a desigualdade mais obscena não é entre assalariados, mas entre renda do capital e renda do trabalho." Ele cita Claudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp, que "chegou a apontar um eventual aumento nessa desigualdade, a partir da informação de que, 'nas pesquisas que apontam queda da desigualdade, só entram os ganhos salariais e com a rede de proteção social, como o Bolsa Família e a aposentadoria'".
Ainda segundo Rossi, "tais números equivalem apenas a 40% do PIB, já que os pesquisadores não têm acesso à renda com ganho de capital das classes A e B".
Ele continua: "Dois dados dão razão a Dedecca: estudo de três agências da ONU mostraram que 'juros, aluguéis e lucros foram os itens da renda brasileira que mais cresceram desde a última década, superando o rendimento dos trabalhadores'".
"Dado número dois: a transferência de renda para 12,6 milhões de famílias pobres custa anualmente R$ 13,1 bilhões. Já a transferência de renda para os mais ricos, na forma de juros pelos títulos públicos, foi, no ano passado, de R$ 380 bilhões. Ou seja, vai 30 vezes mais dinheiro público para um punhado de famílias (quantas? 2 milhões, 3 milhões talvez) do que para 12,6 milhões de pobres."
Ele finaliza: "Mesmo assim, faz-se ensurdecedor silêncio a respeito."
Escrevi há algum tempo as razões pelas coloquei meu nome a disposição dos eleitores do Paraná para ser deputado federal. Uma delas é para estimular debates como este.
Gosto muito do texto e da insenção do Clóvis Rossi. Entretanto, este assunto não pode, na minha opinião, ser abordado somente por esta perspectiva. O que precisamos saber é se há avanços na redução da pobreza e na transferência de renda no país.
Não há dúvida de que está havendo melhoria nesta área e desejo ser deputado federal para dar continuidade ao processo de inclusão e distribuição de renda.
Cito um programa que é de grande importância para o país, auxiliando nas duas pontas, os trabalhadores e a economia: o Programa "Minha Casa, Minha Vida". A transferência de renda para os assalariados é muito grande neste programa e não está nos números citados pelo colunista da FolhaSP.
Importante dizer, ainda, que os mais de R$ 13 bilhos de transferência de renda através das bolsas e benefícios sociais sofrem duras críticas de muita gente, sendo citados inclusive como eleitoreiros. Imaginemos que eles não existissem, o que diríamos então, seguindo o racioncínio do jornalista?
Precisamos continuar lutando para apoiar realmente os empresários da micro e pequena empresa, os trabalhadores, aqueles de menor renda ou sem renda, sem descuidar do conjunto da economia, que precisa crescer para suportar o processo de distribuição de renda e redução de desigualdades.
Esta será uma luta permanente, não será vencida ou bem-sucedida em quetro ou oito anos, nem em uma ou duas décadas. Precisamos ter, na Câmara dos Deputados, pessoas experientes e que conheçam o dia a dia daqueles que mais precisar do governo, em todos os níveis da sociedade, aqueles que produzem, que trabalham, especialmente os mais pobres.
EDMAR ARRUDA


