/ Gerais28 de Agosto de 2010 | 08:20

Internautas criticam sistema proporcional de votos

Pelo sistema eleitoral do nosso país, muitos candidatos acabam sendo eleitos com um pequeno número de votos. Quando Enéas foi eleito em São Paulo com um milhão e meio de votos, por exemplo, elegeu também um candidato que havia recebido menos de 500 votos. A possibilidade de isso acontecer novamente nas eleições de outubro não agrada os eleitores que participam de um debate virtual promovido pela Rede de Participação Política - iniciativa apartidária da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Faciap).
Para o curitibano Antonio Wanderley, o sistema eleitoral brasileiro é “ultrapassado e imoral”. No sistema proporcional, a soma de todos os votos válidos que um candidato obteve é divido pelo número de cadeiras em disputa, chegando a um quociente eleitoral, o número mínimo que um candidato precisa para ser eleito. Quando determinado candidato atinge este quociente, o que sobra é repassado para os candidatos da coligação do seu partido. “Os eleitos devem ser aqueles que fizerem maior número de votos, sem o tal quociente de legenda, que só serve de moeda de troca entre partidos coligados”, argumentou o internauta Ilvo Mertz, de Foz do Iguaçu (PR).
Mesmo assim sobram votos. As chamadas sobras eleitorais são redistribuídas entre todos os demais candidatos e partidos. Deste modo, quem vota num candidato por considerá-lo de esquerda, por exemplo, pode dar voto a um da direita. “Não concordo com esse sistema eleitoral. Um candidato deveria ser eleito por quantidade de votos legítimos dele e não um repassar os votos para o outro. Esse modelo só incentiva a troca de favores, barganha e corrupção”, disse o londrinense Eduardo Marcondes de Campos.
Os interessados em participar do debate podem fazê-lo até a próxima segunda-feira (30) pelo site www.participacaopolitica.org.br.

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